Alunos e jovens empreendedores: participantes do Meu Primeiro Negócio estão certificados
Cerimônia de formatura aconteceu em Belo Horizonte e contou com a participação de cerca de 900 estudantes de escolas estaduais mineiras
Publicado: 27/11/2018 16:11
Gabriel Maciel Gabriel Maciel

Cerca de 900 estudantes da rede estadual de ensino de Minas Gerais estão oficialmente certificados com o título de jovens empreendedores. Na noite desta segunda-feira (26), na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, aconteceu a formatura dos participantes do programa Meu Primeiro Negócio, conduzido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE). Em 2018, esta segunda rodada do programa contemplou alunos de 400 escolas estaduais de Ensino Médio, distribuídas por 203 municípios mineiros.                                                          

A cerimônia de entrega dos certificados aos estudantes de 68 escolas estaduais que participaram do programa e puderam comparecer ao evento contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Vinícius Rezende, e da coordenadora geral de Educação Integral e Integrada da SEE, Cecília Resende. “Temos diversos programas e um dos que mais mexem com nosso coração é o Meu Primeiro Negócio. Temos muito orgulho de tê-lo implementado e é importante ressaltar que não é um projeto político, e sim uma política pública. Queremos agradecer à Secretaria de Educação pela parceria, pois sem ela nada disso teria acontecido, e sobretudo aos professores voluntários, que foram fundamentais para mais esta realização”, disse o secretário.                                                                  

Ao final de seu discurso, Vinícius deixou sua mensagem aos estudantes em nome da Sedectes. “O sucesso de vocês, sem sombra de dúvidas, é também um sucesso nosso. Parabéns a todos e lembrem-se de pensar grande, de pensar que vocês são capazes e que o mundo depende de vocês”, finalizou.                                                                                                                                       

Para Cecília Resende, o programa Meu Primeiro Negócio dialoga com tudo que a política de Educação Integral e Integrada da SEE propõe: a ação do estudante, a presença dele como agente ativo e de um professor que seja tutor e esteja no projeto para apoiar, fazer perguntas, confrontar ideias, e não somente para dar respostas. “A conclusão do Meu Primeiro Negócio representa um esforço gigantesco de duas secretarias. No caso da SEE, para fortalecer a política de Educação Integral e Integrada e a formação integral dos estudantes. Hoje há 68 escolas aqui, mas a entrega simbólica para estudantes de 400 unidades escolares em todo o estado, totalizando, nesse período de dois anos, 520 escolas contempladas e cerca de 12 mil alunos atendidos é um legado de inspiração, é a porta para sonhar e realizar, arquitetar o futuro, entre outras infinitas possibilidades que o Meu Primeiro Negócio propõe”, declarou Cecília.                                  

Um misto de euforia, alegria e sentimento de missão cumprida tomou conta do local, mas a maioria dos estudantes deixou bem claro que a conclusão dos trabalhos desenvolvidos durante 12 semanas e a entrega do certificado de participação no programa significam apenas o início de uma longa caminhada. Bruna Ledos Primo, da Escola Estadual Professora Inês Geralda de Oliveira, de Belo Horizonte, pretende desenvolver o espírito empreendedor incentivado durante o programa e sabe que tudo que foi aprendido durante as práticas do Meu Primeiro Negócio tem que ter continuidade. “Pela segunda vez tive essa experiência muito boa de participar do programa. E isso pra mim é uma satisfação enorme, pois pretendo abrir uma empresa de vestuário com minha mãe e tudo que aprendi vai me ajudar muito. É importante, por exemplo, saber aproveitar sobra de material e, principalmente, fazer os cálculos necessários, que incluem desde o tempo gasto para a produção da mínima peça até o custo de agulha e linha. Poderia resumir que tudo é cálculo e planejamento, mas também posso falar que estou realizada depois de tantos desafios”, concluiu a estudante do 3º Ano do Ensino Médio.                         

O professor orientador do grupo de Bruna, que incluiu outros 18 jovens estudantes, ficou satisfeito com os resultados do Meu Primeiro Negócio, e isso não inclui apenas o orgulho de seus alunos, que criaram um chaveiro de madeira reciclada que serve como suporte de telefone celular. “Estou muito feliz com essa conclusão e posso dizer que fui eu quem aprendi com eles, às vezes até mais do que eles aprenderam comigo. A equipe foi muito criativa, comprometida, ousada, persistente e positiva, ou seja, absorveu mesmo essas características empreendedoras. Achei muito interessante as tantas ideias que surgiram, que acabaram em um chaveiro funcional feito de madeira achada no lixo, e também muito interessante o quanto eles não tinham medo de arriscar para dar certo. E muitos dos alunos pretendem dar sequencia com o que foi criado e levar pra frente a empresa deles”, disse o professor.                                               

Durante toda sua realização e com a participação de todos os parceiros, a segunda rodada do Meu Primeiro Negócio gerou um impacto social de aproximadamente R$80 mil gerados em impostos e doados para instituições carentes de comunidades locais nos territórios onde as escolas participantes estão inseridas.                                                                                                                            

A entrega do certificado aos alunos presentes fez parte da programação do Festival Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit 2018), e a conclusão do programa, em algumas escolas, acontece dentro das próximas semanas.

 Feira do Meu Primeiro Negócio

Além da orientação teórica e da criação de seus próprios produtos, os alunos puderam vivenciar a prática de ter uma empresa em pleno funcionamento e conhecer de perto como é vender, negociar, fazer controle de finanças, entre várias outras atividades que envolvem um negócio próprio. 

Dentro da programação do Finit 2018 também estava a realização da Feira do Meu Primeiro Negócio, que aconteceu durante os dias 15 e 16 de novembro, na portaria 5 do Minas Shopping, em Belo Horizonte.                                                                                                                                                  

Cerca de 650 alunos de 49 escolas estaduais de 25 municípios mineiros estiveram presentes para vivenciar a venda de suas próprias criações e o resultado foi impactante: 753 produtos vendidos e faturamento de aproximadamente R$6.500.                                                                        

A coordenadora do Meu Primeiro Negócio pela Sedectes, Jéssica Rangel, afirma que os estudantes alcançaram o objetivo proposto pelo programa. “Cada um conseguiu despertar o comportamento empreendedor e colocar em prática as etapas vivenciadas dentro da sala de aula. Isso contribui para que eles possam chegar mais preparados ao mercado de trabalho e com toda a bagagem adquirida ainda no ensino médio”, explica.

Meu Primeiro Negócio

O programa é uma iniciativa do Governo do Estado de Minas Gerais, em parceria com Junior Achievement Minas Gerais, capitaneado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e Secretaria de Estado de Educação (SEE) e tem como principal objetivo promover a cultura empreendedora entre estudantes do Ensino Médio de escolas estaduais.

O Meu Primeiro Negócio proporciona aos estudantes a experiência prática em negócios, economia e gestão por meio da organização e operacionalização de empresas estudantis. Assim, os (as) jovens terão a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho mais capacitados (as). Em 2018, mais de 800 escolas foram inscritas e 400 selecionadas para participar.                                    

Ao longo de 12 semanas, monitores, voluntários (preferencialmente das áreas de marketing, finanças, recursos humanos e produção) e estudantes se encontrarão semanalmente por cerca de 3h para aprender conceitos como livre iniciativa, mercado, produção e comercialização de um produto.